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- KAFTA
Não é à toa que a matriarca da família Badro chama-se Victória: aos 82 anos, comanda a cozinha do restaurante com o mesmo sucesso e dedicação de 25 anos atrás, quando foi inaugurado.
Mulher empreendedora, grande negociante e excelente quituteira, recebia os amigos em casa com freqüência para inesquecíveis banquetes sírios. De tanto louvarem suas iguarias, acabou convencida de que valeria a pena investir seriamente em seu talento culinário. Começou com kibes, mas logo, incentivada pelo filho Roberto, abriu o primeiro restaurante do gênero na cidade.
- ÁRABES, SÍRIOS OU LIBANESES?
O patriarca da família, Sami, fazia absoluta questão de frisar que há uma grande diferença entre as três culinárias. Aparentemente assemelham-se, mas os temperos e a essência dos pratos são bem diferenciados.
Nascida no Brasil, Dona Victória morou na Síria por 5 anos, mas acabou regressando para nossa terra. Seguindo as artimanhas do destino, conheceu seu marido, também sírio, em terras brasileiras.
De Alep, ao sul da Síria, até Petrópolis, o casal percorreu estradas e sonhos; construiu castelos e vitórias. Sami chegou jovem ao Brasil, com aproximadamente 26 anos, e se tornou um de nossos grandes croupies, tendo trabalhado nos mais importantes Cassinos do país.
Roberto, que está no negócio da família desde o início, como bom filho e neto de sírios, tem como especialidade na cozinha os kibes e os pães, que foram lançados por ele no mercado da cidade com total exclusividade na época e, dando continuidade à família e aos negócios, estão a esposa Claudete assim como os filhos Roberto Jr., Renata e Alexandre.
- OREPASTO
Condimentos, especiarias e pimentas são alguns dos elementos essenciais nesse tipo de culinária, assim como alho, a cebola e o hortelã. Esta, aliás, tem uma função das mais importantes nos pratos, segundo dita a tradição: destruir qualquer bactéria que possa ter-se instalado nas carnes. Além do que, dá um sabor especialíssimo aos pratos.
Os famosos kibes, com os tradicionais recheios de carne, estão longe de ser as únicas estrelas da casa. Vale, com absoluta certeza, provar o kibe natural recheado com queijo cremoso, por exemplo, ou as esfihas, também naturais, de acelga, escarola, palmito ou queijo. São deliciosas!
Na hora da refeição, duas boas dicas para uma melhor digestão: a coalhada, que pode acompanhar qualquer um dos pratos ou ser saboreada com mel ao final da refeição, e o arak, uma bebida a base de anis, que, além de saborosíssima, é muito digestiva.
O tabule, uma salada feita à base de trigo especial para kibe, disputa a atenção com a salada síria e a carne de carneiro. Abobrinhas recheadas, assim como a folha do repolho, a berinjela, a folha de parreira e o pimentão, também recheados, fazem um grande sucesso. Isso sem esquecer da mijadara, que pode ser acompanhada por carne refogada, o façulha, feijão branco com carne, o kibe cru ou o shih barak (coalhada com massa recheada à moda Síria) e os kaftas (carne moída no espeto). Todas essas opções estão em um bufê a quilo servido até as 15:00hs.
Quem prefere sanduíches pode escolher entre o Damasco, com peito de peru defumado, mussarela, mostarda e abacaxi no delicioso pão árabe e mais 5 diferentes sugestões.
Os doces são feitos à base de massa folheada, frutas secas e mel, mas a casa oferece também tortas e doces tradicionais.
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